sexta-feira, 1 de junho de 2012

Senado aprova criação de mais 70 mil cargos para o MEC


O Senado aprovou hoje (30) projeto de lei que autoriza o Ministério da Educação a criar mais de 70 mil cargos e funções a serem preenchidos até 2014. Como foi aprovado na Câmara e não sofreu modificações no Senado, a proposta segue agora para sanção presidencial.
Segundo o governo, as vagas serão usadas no Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) e no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec).
Na justificativa da proposta encaminhada ao Congresso pela Presidência da República, o governo sustenta que a abertura dos cargos visa a promover a melhoria da educação nas universidades e nas escolas técnicas de ensino básico e médio.
De acordo com o projeto de lei, serão criados 43.875 cargos de professor, dos quais 19.569 da carreira de magistério superior e 24.306 do magistério do ensino básico, técnico e tecnológico. Ainda serão criados 27.714 cargos de técnico administrativo, além de 1.608 de direção e 3.981 de funções gratificadas.
"ainda falta uma coisa: cadê o PCCV para o professor?" (william silva vieira)
fonte: Agência Brasil

Brasil gastou R$ 21 bilhões com doenças relacionadas ao tabaco no ano passado


Pesquisa divulgada pela Aliança de Controle do Tabagismo indica que R$ 21 bilhões foram gastos no ano passado em saúde pública e privada com doenças relacionadas ao fumo. De acordo com a entidade, o montante representa quase 30% do valor destinado ao Sistema Único de Saúde (SUS).
O estudo revela ainda que o tabagismo é responsável por 130 mil óbitos ao ano no Brasil, o equivalente a 13% do total de mortes registradas no país.
Para a diretora da Aliança de Controle do Tabagismo, Paula Johns, é preciso desfazer o mito de que o tabaco é ruim para saúde, mas bom para a economia do país, “A realidade é outra. Os custos são enormes”, ressaltou.
O estudo, segundo Paula, demonstra, que o país gasta mais com o tratamento de doenças consideradas evitáveis do que o montante que é recolhido pela indústria do tabaco na forma de impostos.
Ela alertou ainda que o estudo considerou apenas os custos diretos gerados pelo consumo de produtos derivados do tabaco para a saúde no país e não contabilizou, por exemplo, os casos registrados entre fumantes passivos. “Os valores seriam ainda maiores”, disse.
Entre as recomendações listadas pela Aliança de Controle do Tabagismo para o combate ao fumo no Brasil está a necessidade de novas pesquisas que incluam doenças como a tuberculose na lista de enfermidades relacionadas ao fumo, além de levantamentos sobre os custos ambientais provocados pela produção do tabaco no Brasil.
O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, avaliou que o governo se sente “confortável e, ao mesmo tempo, preocupado” com o enfrentamento ao tabaco no país. Ele lembrou que foram registrados avanços como a queda no número de fumantes - o percentual passou de 16,2% em 2006 para 14,8% no ano passado. Ele lembrou, entretanto, que o país ainda contabiliza 25 milhões de pessoas que fumam.
“Precisamos aperfeiçoar o aspecto legal que trata do banimento do fumo em ambientes fechados, da taxação inibidora e do avanço no combate à pirataria”, destacou.

Fonte: Agência Brasil

Consun aprova Sectec no Conselho e Representação do governo em nossos Hospitais Universitários.


Realizada nessa quinta feira (31/05), a reunião do Conselho Universitário da UPE (Consun) aprovou a cadeira de representação da Secretaria de Ciências e Tecnologia (sectec) ao Consun e a de representantes do governo nos HU´s.

VAMOS ENTENDER O PORQUÊ DISSO...

A UPE ainda vive com o modelo antigo e precário de gestão, um modelo centralizador e desigual para todos aqueles que a constroem. A defesa da Autonomia Universitária seria importante para quebrar essa forma retrógrada de gestão construindo um novo modelo mais democrático. Todavia com esse antigo modelo, a UPE passou por vários problemas, principalmente na realização de concursos públicos (reflexo da mobilização de medicina em garanhuns) e algumas defasagens de nossas estruturas físicas.

Quem não se lembra da mobilização do Cisam, ou será que a sociedade esqueceu? Pois bem, vamos aos fatos.

Garantir uma representação do sectec é importante, do ponto de vista fiscal. Mas o que é a Sectec hoje? Nada mais é do que uma representação de interesses privados no desenvolvimento tecnológico de PE. Será que não é melhor a UPE produzir tecnologias para a saúde, cultura, educação e setores de grande importância para a população? Por isso defendo uma Universidade popular e democrática. Popular pelo direcionamento de suas produções para o povo e Democrática pelo acesso do povo a UPE. 

O que são os representantes do Estado nos HU's? Simplesmente o IMIP através da Secretaria de Saude de Pernambuco. Mas você acha isso pouco? Quem não se lembra dos interesses da Faculdade Maurício de Nassau em construir uma faculdade de medicina e "pegar" emprestado o HUOC, tudo isso apoiado pelo Governador? Talvez você não se lembre, esse episódio ficou conhecido como a "segunda invasão holandesa" e nós, novamente, os expulsamos. Mas eu não sou contra a FMN construir uma faculdade de medicina (precisamos de médicos), mas sou contra os interesses mercantilistas da FMN que visa o aumento dos lucros e a pouca responsabilidade com a sociedade. Também não sou contra a FMN participar das atividades em nosso hospital, mas sou contra a falta de estrutura que o HUOC não disponibiliza para nossos acadêmicos e alunos internos. Já citando os interesses do IMIP, vimos durante o acompanhamento de alguns problemas no Cisam nos últimos dois anos, como desvios, improbidade administrativas etc, algo que repercutiu na atualidade.

Talvez você ache isso chato, mas eu deixo para vocês a leitura de B. Bretch, "o analfabeto político":

"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais"

PRECISAMOS DE VOCÊ NESSA LUTA, O CISAM FOI SÓ O COMEÇO.

william silva vieira, 9° período de medicina UPE.

UNE e UEE-SP promovem atos contra o sucateamento das particulares


A União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP) vêm promovendo uma série de manifestações para denunciar o sucateamento das universidades e faculdades privadas no estado. Três instituições de ensino superior já foram alvo de atos públicos: Anhanguera Educacional, Universidade São Marcos e Universidade Nove de Julho (Uninove). Outras estão na mira dos estudantes, que querem dar um basta ao apetite dos "tubarões do ensino".


Na Uninove, que possui 450 mil estudantes matriculados, as ações começaram nesta semana e outras estão programadas para acontecer. "Há aumentos abusivos de mensalidade. Em média, o aumento é de R$ 100, ao ano, em cada curso, muito acima da inflação", denuncia Laís Gouveia, representante da UNE em São Paulo e diretora da UEE-SP. 

Laís é quem vem sacudindo a juventude na porta das universidades. Na noite de quarta-feira (30), foi a vez dos universitários do campus Vila Maria promoverem uma grande mobilização pacífica, que reuniu mais de 500 pessoas.

Mais uma vez, os apitos, narizes de palhaço e cartazes entraram em cena e, a partir das 20h, junto aos gritos de “chega de aumento”, ocuparam o campus da universidade. Ao mesmo tempo, um “tuitaço” mobilizou a rede social Twitter com a hashtag #UninoveNÃOé10.

Além de provocar a evasão, prejudicando a permanência dos estudantes no ensino superior, Laís explica que o aumento não oferece os investimentos necessários para a estrutura da universidade, como bibliotecas, novos equipamentos para laboratórios, corpo docente qualificado e atendimento. 

A Uninove é o terceiro maior grupo educacional do país, sendo a maior instituição de ensino superior privado em São Paulo, formada por mais de 100 mil alunos.

Mobilizações em todo país

As manifestações acabam se concentrando em São Paulo já que é o estado que possui o maior número de universidades no país. Mas, outras ações estão sendo planejadas nas diversas regiões brasileiras, que devem acontecer ao longo de todo o ano de 2012.

"Não existe outra saída para resolver o problema senão regulamentar o ensino privado. Por isso, a UEE-SP protagoniza essa jornada de luta denunciando os tubarões do ensino privado, que estão levando à baixa qualidade na infraestrutura, no conteúdo de sala de aula, já que estão sendo contratados professores sem mestrados e doutorados", lamenta Laís Gouveia.

Outros muros

Outras instituições privadas são alvos dos protestos como a Universidade São Marcos, que foi descredenciada pelo Ministério da Educação, tinha 1.300 alunos em São Paulo e 800 em Paulínia (no interior), e está sob intervenção judicial e em processo de readequação às normas do ministério. "Por má gestão eles têm até junho para formar todas as turmas", declarou a representante da UEE-SP e UNE.

A Ananhanguera Educacional vem adquirindo outros estabelecimentos de ensino superior, como a Uniban, e incorporando-as em seu modus operandi. "Eles demitiram mais de mil professores, mestres e doutores. Reduziram a grade curricular e sucatearam a infraestrutura. Há telhados em péssimo estado de conservação, salas de aulas improvisadas de maneira precária, entre outros fatos graves constatados e que estamos denunciando", completou a diretora da UEE-SP.

A Anhanguera Educacional e a Uninove foram procuradas, mas até o fechamento não retornaram. Os responsáveis pela Universidade São Marcos não foram localizados.

Aberração

A São Marcos virou notícia novamente por conta de sua má gestão e práticas duvidosas. Ossadas foram encontradas enterradas no terreno da instituição de ensino na quinta-feira (31). Eram de cadáveres usados para estudos em aulas de anatomia. A polícia descobriu os restos mortais após uma denúncia anônima. Ao todo, foram localizados 15 crânios, quatro fetos e partes de corpos.

Segundo a reitoria, os corpos pertenciam ao laboratório de anatomia da instituição há 20 anos, mas estavam contaminados por fungos por falta de manutenção, porque o local já havia sido desativado há dois anos. A reitora teria pedido que os ossos fossem enterrados em um cemitério, em abril deste ano. 

Uma moradora próxima da universidade contou à polícia que vinha sentindo mau cheiro vindo da instituição, mas pensou que fosse do bueiro. Uma aluna da instituição, que estuda em uma sala em frente ao local onde os ossos foram enterrados, ficou escandalizada com a história. Ela já não tem mais certeza se vai conseguir o diploma.



Fonte: Vermelho

Jornalista francês defende Farc: guerrilha quer saída negociada


O jornalista francês Romeo Langlois, que foi entregue nesta quarta-feira (30) após ser retido durante 33 dias pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), afirmou em coletiva de imprensa que as Farc "querem uma solução negociada ao conflito interno da qual participem outros países”.


Langlois disse que sua visão se mantém igual que antes de ter se entregado ao grupo armado. "O que lhes digo agora é o que pensava desde antes de ter me entregue. É necessário juntar muita gente e organizações para solucionar este problema”. O jornalista francês, que esteve em cativeiro, explicou que as Farc enviaram uma carta ao presidente Francois Hollande. "As Farc enviaram uma carta ao presidente Francois Hollande. De fato, me pediram opinião a respeito do conteúdo desta carta. Eu tive autoridade para lê-la. Por razões óbvias não posso falar sobre o conteúdo desta carta a Hollande, a menos que as Farc e o presidente Hollande estejam de acordo”.

Langlois também detalhou que no momento de sua entrega às Farc se recordou que o compromisso do grupo é conseguir um país melhor "me falaram de sua luta e do chamado que fazem aos países do mundo a ajudar a Colômbia a conseguir com franqueza uma solução negociada ao conflito interno, nada diferente do que leram ontem (terça-feira, 29) no comunicado”, afirmou.
O comunicador francês afirmou que é necessário "baixar o tom à polêmica. Esta sempre é necessária, o importante hoje é resolver o conflito” e lamentou que na Colômbia haja "muito ódio de ambos os grupos”.

Em coletiva de imprensa o comunicador afirmou que a guerrilha ia entregá-lo após dois dias "mas ao ver a revolta causada decidiram retê-lo mais para fazer política”.

Afirmou que "eles (Farc) querem a paz, mas não vão ser comprados com "entreguem as armas" e um sermão e pronto, por isso vai ser complicado para a Colômbia e para a sociedade” conseguir um acordo de paz. As Farc "estão preparadas para seguir a guerra por mais 50 anos. Querem uma paz negociada, mas não confiam no governo nem no Exército”, apontou.

Destacou que a guerrilha colombiana deixou claro que a imprensa não é inimiga nem é objetivo militar e agradeceu que lhe tenham pedido desculpas "no dia da minha entrega me pediram desculpas pela lesão no braço e por tratar-me a princípio como prisioneiro de guerra”.

Outro mundo

O jornalista fez um chamado aos meios de comunicação para que penetrem nos povoados esquecidos da Colômbia e contem o que os campesinos vivem. "Você vai lá e é outro mundo porque os campesinos dizem coisas que não se vê na televisão, dizem que o Exército é terrorista”.

Apontou que os meios apresentaram uma versão "light” deste conflito "e este conflito é muito duro”. "Os campesinos me repreenderam e me disseram 'vocês dos meios não dizem a verdade, digam a verdade, o Exército chega aqui coloca em nós vestimentas militares e nos matam'”, acrescentou Langlois.

Afirmou que para a imprensa nacional e internacional o conflito armado vivido pela Colômbia está muito esquecido e lamentou que "para que Caquetá saia nos meios tenha que acontecer um sequestro”.

Langlois, de 35 anos, viajava em um helicóptero do Exército colombiano, em 28 de abril, para realizar uma reportagem sobre o narcotráfico na região. De acordo com a imprensa colombiana, a aeronave aterrissou em um campo minado e aconteceu um enfrentamento entre tropas do Exército e as Farc que culminou na entrega voluntária de Langlois.

Fonte: TeleSUR

Renato Rabelo: Para o PCdoB a Cultura é vetor de desenvolvimento


“Estimular o interesse pela temática cultural, incentivando o debate, a reflexão e a elaboração política e intelectual”. Este é um dos objetivos pretendidos pelo Coletivo Nacional de Cultura do Partido Comunista do Brasil ao realizar, em parceria com a Fundação Maurício Grabois, o primeiro Encontro Nacional de Cultura do PCdoB. 


                      Foto: Alexandre Almeida
O evento, que foi realizado nesta sexta-feira (1°), no Club Homs, em São Paulo, reuniu cerca de 200 pessoas que debateram, durante a primeira mesa, a proposta de elaboração de um projeto de ação para colocar a cultura como vetor de desenvolvimento e agente central do Plano Nacional de Desenvolvimento.

Em entrevista ao Vermelho, Renato Rabelo, presidente do PCdoB, frisou ser uma honra realizar o encontro, especialmente no momento em que o Partido completa 90 anos. Além disso, o dirigente destacou a centralidade da cultura nestes tempos.

“A realização desse evento é fundamental para o PCdoB. Nosso Partido tem uma consciência nítida da questão da cultura para a formulação de um Plano Nacional de Desenvolvimento. E por que o PCdoB concebe a cultura por esta lógica? Porque, de fato, a cultura assume hoje um papel fundamental para a emancipação e libertação da sociedade”, salienta o dirigente.

O coordenador Nacional de Cultura do PCdoB, Javier Alfaya, explicou que o Encontro nasce de um processo iniciado ainda em 2003, com a realização do primeiro seminário promovido pela Fundação Maurício Grabois. Segundo ele, foram realizados mais três seminários que refletiram sobre o papel estratégico da cultura.

“Todos esses encontros realizados contribuíram para que o Partido desenvolvesse uma proposta que entendesse a cultura como uma categoria essencial do Plano Nacional de Desenvolvimento. Dessa forma, realizar o encontro tem como um dos principais objetivos pensar este setor e propor, deliberativamente, formas que entendam e atendam a atual conjuntura da cultura, sobretudo seu papel nas cidades”, explica Alfaya.

                      Foto: Alexandre Almeida

Para tanto, Alfaya explicou que o encontro foi dividido em três mesas, sendo que as duas primeiras com o objetivo de olhar para os aspectos ideológicos, políticos e econômicos, e a última mesa que versará sobre a proposição de um Plano de Ação de Cultura do PCdoB, nos moldes dos planos de ação já construídos para as áreas como a juventude, movimento de mulheres, entre outros. 

Antes de iniciar os debates, Javier Alfaya informou que devido o falecimento do cantor Nelson Jacobina, Gilberto Gil, ex-ministro da Cultura não poderia participar do evento. Em homenagem, Alfaya solicitou aos presentes uma salva de palmas ao artista.

Ao iniciar sua fala, Luiz Carlos Prestes Filho destacou o papel do PCdoB e agradeceu as muitas homenagens prestadas ao seu pai, Luiz Carlos Prestes. 

Entender o setor cultural

A primeira mesa, que foi composta pelo pesquisador e roteirista Luiz Carlos Prestes e pelo presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine) Manoel Rangel, teve como tema ‘Cultura e Projeto Nacional de Desenvolvimento’. Dentre as questões abordadas na mesa, está a preocupação de se entender como o setor cultural se estruturou ao longo da história, de forma a entender a gestão, produção, circulação dos produtos culturais na atualidade.

Para Luiz Carlos Prestes Filho os setores organizados da sociedade não podem se furtar de entender como o setor cultural se estrutura hoje, sobretudo qual a sua influência no Produto interno Bruto (PIB) nestes tempos. “Não podemos mais pensar em desenvolvimento, sem entender como o setor cultural se desenvolve e qual o seu papel no mercado”.
 
“É preciso pensar em um Plano Nacional de Desenvolvimento no qual a cultura tenha seu reconhecimento de forma a organizar a chamada cadeia da cultura. Ou seja, precisamos pensar em uma política estruturante para o país que fomente, organize e entenda o atual sistema cultural, olhando para a cultura nacional. Além disso, é preciso se ampliar os estudos nesta área que assume um papel fundamental na formação das sociedades”, explica Prestes.

                      Foto: Alexandre Almeida

Desenvolvimento e Cultura


Manoel Rangel falou sobre o papel da cultura nos governos como categoria de firmação. Segundo ele, a cultura se coloca como um vetor de firmação da identidade nacional e do conhecimento formal.

Ele explicou que esta situação é fortemente influenciada pelo momento que o país vive. O qual, mesmos em tempos de crise, está arregimentado por um ciclo de desenvolvimento, amplamente apoiado pelo processo de distribuição de renda, os níveis de pleno emprego e sua atuação soberana frente a outras nações.

“Precisamos destacar que o cenário cultural de hoje existe por diversos fatores, dos quais destaco o papel protagonista dos setores organizados da sociedade para pensar em mecanismos que garantissem um processo de reorganizações e fomento do setor. E aqui rememoro a atuação das gestões Gilberto Gil e Juca Ferreira, com programas como o Cultura Viva e os Pontos de Cultura”, elucidou Rangel.

O presidente da Ancine também falou sobre a importância de se ampliar o conteúdo nacional no interior da Indústria Cultural, especialmente na mídia televisiva.

“Avançamos, mas ainda estamos longe de equilibrar a relação conteúdo nacional/conteúdo internacional. Nesse sentido, penso que para se garantir pluralidade e diversidade é preciso de políticas fortes no qual o Estado assuma um papel estratégico. Ou seja, o Estado precisa assumir um papel de fomentador, a partir da implantação de uma política de financiamento público, e de estruturador no setor, a partir da ampliação da malha de aparelhos culturais que garantam a distribuição equânime das produções nacionais”, problematizou o presidente da Ancine.



fonte: Vermelho

Cuba celebra Dia Mundial da Infância


Quando o bem-estar pleno das crianças é uma quimera para numerosas nações, Cuba celebra nesta sexta-feira (01) o Dia Mundial da Infância com louváveis resultados e o reconhecimento internacional pela proteção de seus menores. 



Foto: Kaloian Santos Cabrera

Saúde, educação, cultura, desporto, leis nestas e outras áreas o governo e as instituições da nação caribenha combinam esforços para garantir o desfrute dos direitos de seus infantes.

Em fevereiro, durante a apresentação do relatório sobre o Estado Mundial da Infância 2012, o representante da UNICEF na ilha, José Juan Ortiz, ressaltou que Cuba constitui um exemplo de sociedade equitativa, com a vontade política de proteger crianças e adolescentes.

Em declarações à imprensa, o servidor público destacou que os cubanos contam com escolarização plena, direito à participação e possibilidade de jogar na rua, quando em outras nações isso não ocorre, pela insegurança e a violência.

Para Ortiz, Cuba é um modelo no cumprimento da Convenção sobre os direitos da infância e possui experiências para mostrar ao mundo, em espaços como a educação e saúde, que são gratuitas e acessíveis para todos.

Isso se sustenta em fatos como que a mortalidade infantil em 2011 foi de 4,9 pela cada mil nascimentos, enquanto a cada criança cubana está protegida contra 13 doenças, entre elas a poliomielite, tuberculose, difteria, tétanos, tosse ferina, sarampo e hepatite.

Em seu mais recente relatório sobre educação, o Escritório Nacional de Estatísticas (ONE), refletiu que no curso 2010-2011 o ensino primário e a secundário concluíram com uma retenção docente de 98,7% e 97,9% respectivamente, o que ratifica o baixo palco de deserção escolar na ilha.

Do ponto de vista jurídico, os direitos dos menores também se encontram amparados por um sistema de leis que levam em conta seu bem-estar e desenvolvimento.Cuba é o melhor exemplo de que, apesar da falta de recursos econômicos, se pode proteger à infância se existe uma aposta decidida para atender suas necessidades básicas, assegurou o também professor da Universidade de Barcelona. 

Um exemplo das ações despregadas a nível nacional está no projeto Por um Mundo ao Direito, no qual se unem profissionais do Ministério de Justiça, a Federação de Mulheres Cubanas e de setores como a saúde, a educação, a cultura, a ciência e o desporto.

O objetivo da iniciativa é que a família conheça melhor as leis para a proteção de crianças e adolescentes, e segundo sua coordenadora nacional, Ana Audiver, 10 anos após sua fundação existem mais de 169 círculos de interesse em todo o país, que se ensina e se debate sobre o tema.

Desse modo, quando milhões de crianças em todo mundo sofrem diariamente a violação de seus direitos, Cuba celebra a efeméride com atividades culturais e esportivas em coletivos e instalações escolares, praças, ruas, parques, lares de crianças sem amparo familiar, hospitais e salas de pediatria.

Fonte: Prensa Latina