terça-feira, 10 de abril de 2012

Caravana da UEP: 2° dia

Nesta última terça-feira (03), começou a caravana da União dos Estudantes de Pernambuco (UEP), chamada de “Pé na Estrada Pela Educação”. O objetivo é rodar o estado e conhecer de perto os problemas e as soluções de cada canto de Pernambuco. O tema é, “Eu quero fazer parte desta riqueza – O papel da Universidade no desenvolvimento do Estado”.

Já nesta segunda-feira (09), a caravana da UEP foi realizada no auditório da Fensg-UPE no horário das 10 hs. A caravana foi realizada em dois turnos.

*MANHÃ

Estavam presentes, Galego (representante da SECTEC), Angelo (2° vice-pres. da UNE), William (representação do CTB), Antonieta (vice-pres. do SINTEPE), Jackson (pres. do SINPRO), Wilma (vice-pres. regional da UNE), Edilly (vice-pres. DA-ESEF) e Tauã (pres. da UEP).

DURANTE AS FALAS:

Galego falou da importância dos investimentos e direcionamento da riqueza de PE para a população; falou da importância do ME na luta, pondo como exemplo a mobilização do Cisam; destacou a falta de mão de obra especializada e a importação de profissionais como forma de crescimento e amadurecimento das já exstentes em nosso Estado.

Angelo falou da história do país nos últimos 10 anos, dos avanços na educação (ensino fundamental) como projeto principal, falta de profissionais de saúde no interior e a importância do PRONATEC.

William fez uma comparação do ME da UPE com seu tempo aos atuais e a importância de investimento e desenvolvimento do Estado.

Antonieta destacou sobre o que seja desenvolvimento, colocando a distribuição de renda como forma de garantir a igualdade social e desenvolvimento cultural, destacou a importância da UNE nas conquistas atuais e a importância de cada um na luta pelo desenvolvimento social.

Jackson comparou os cursos das faculdades privadas, colocando estas como centro educacional mercantil; papel do Estado no desenvolvimeno social; destacou a importância da regulamentação do ensino privado; falta de investimentos e prioridades na Educação enquanto o Estado garante os pagamento da divida dos banqueiros; e, produção de tecnologia e saber para o povo brasileiro.

Wilma destacou a defesa da soberania nacional, sendo a educação a prioridade; importância do ensino básico, acesso e permanência das universidades; expansão universitária com qualidade; Fundo nacional de Assistência (15% dos fundos da universidade); e, a importância dos 50% do pré-sal para Educação, afim de alcançar os 10% do PIB, como propõe o antigo PNE, já que o novo fala em 7%.

Edilly destacou as conquistas garantidas pelo ME-UPE na gratuidade de nossa universidade.

Tauã, encerrando o turno, destacou a importância do desenvolvimento de PE e sua distribuição de renda, pondo como exemplo o milagre econômico na época da ditadura, como forma não almejada de desenvolvimento econômico; contradição em IDH e desenvolvimento do Estado; A importância da assistência estudantil (tema discutir à tarde), destacando o campus saúde da UPE como prioridade.

Vejam abaixo as fotos durante o turno da manhã:















* TARDE

Após parada para o almoço, os debates foram retomados às 15hs.

Estavam na mesa, Tauã (pres. da UEP), Ninho (dep. federal do PSB-PE), Angelo (2° vice-pres. da UNE), André (sec. geral da UEP) e Itamar (prof. da Fensg e pres. da ADUPE).

Durante a tarde foi destacada a importância da assistência estudantil para a formação profissional, e não como "esmolas", para o estudante; Foram abordados os projetos de governo de assitência estudantil na câmara; foi destacada a prioridade em defender um único restaurante universitário para todos os estudantes de Pernambuco; e, foi colocado a luta da UNE nesse empenho de fortalecer os projetos de Assitência Estudantil.

Vejam abaixo as fotos da tarde:

Filas para alimentação no HUOC: Uma Espera Indigesta!!

Após denuncias de crise no sistema alimentar do HUOC com posterior acusação de desvios de verbas ao diretor Raílton. A situação ficou pior. São horas e mais horas de esperas na fila por uma quentinha. Só para se ter uma idéia, fiquei na espera durante 1 hora, houve pessoas que ficaram mais de uma hora.

Só para se ter uma idéia antes o almoço começava de 11hs, hoje começa às 12hs, sendo que não existe mais refeitório para a alimentação, onde dizem que está sofrendo reformas por falta de saneamento.

Mas vocês sabem onde os funcionários e acompanhantes almoçam? Próximos aos leitos, nos casos dos acompanhantes, e nas salas de curativos e medicações, nos casos dos funcionários. Mas para eles o que importa são os silêncios dos funcionários, enquanto ninguém reclamar assim ficamos, sempre silenciados.

Veja abaixo as fotos da fila de espera:

"Até parece que a fila não anda"


Fila para almoço às 13hs





Fila do almoço às 13h 20 min


Biblioteca FCM: Sem internet, sem livors e nós, sem dignidade!!

Mas uma vez a biblioteca da FCM anda sem internet. Após 6 meses (novembro a março), a crise volta-se novamente. Mas a internet não é só nosso maior problema na biblioteca. A falta de livros atualizados somados a falta da internet fazem com que nossa biblioteca constitua um empencilho para nossa formação. Nosso curso foi considerado o pior curso de medicina do Estado de Pernambuco, não pelo empenho estudantil, mas pela falta de estrutura.

Não precisamos achar que seremos bons médicos por tirar notas boas. Não podemos achar que o estudante faz a faculdade. Se assim o fosse a UPE estaria no auge. Será que se tivéssemos livros de qualidade, e em grande quantidade, internet durante as 14 horas de funcionamento da biblioteca e uma ampliação das salas de estudos, não mudaríamos parte dessa realidade?

Pois é, quem achar que o Cisam foi a nossa única luta, engana-se. É preciso que o conjunto esteja consciente do que está acontecendo e o que há para melhorar. Quero aqui destacar que a nossa realidade de precarização para obter uma boa formação médica estão em todos os lugares. Por isso é preciso procurar sua entidade, em nosso caso o DA, para unir forças e cobrar da direção por melhorias.


Abraços, William Silva Vieira (9M-UPE)

Diploma, para que te quero?

  O caminho mais fácil (e que angariar mais votos) é sempre a melhor escolha, esse é o pensamento da esmagadora maioria de políticos em nosso Brasil...

É impressionante como as medidas adotadas por esses “ILUSTRES” governantes são sempre as mais “simples” e menos eficazes!Vivemos num país que sofre muito com a qualidade da assistência a saúde prestada a população, mas será que nosso problema é o número de médicos? Que fique claro que nosso país, que está longe de ter uma saúde de qualidade e de ter uma distribuição uniforme em relação a médicos e população, possui, por incrível que pareça, número de médicos parecido com o de países que possuem um sistema de saúde eficiente e que é considerado como sendo de primeiro mundo. Não possuímos a pior colocação em relação ao número de médicos e habitantes, longe disso, inclusive! O que temos é um verdadeiro embate a travar: a distribuição de nossos profissionais! O que vai de encontro ao que o governo costuma pregar, que nosso problema é quantitativo. Mas, sim, QUALITATIVO e em várias esferas estruturais!

Governantes gostam é de “falsas” mudanças, para que a população se iluda de que algo está acontecendo, gostam é de coisas palpáveis! O que dá voto é HOSPITAL CONSTRUIDO, NÃO HOSPITAL REFORMADO! Essa é a triste realidade que vivemos. O impacto de um hospital erguido é muito diferente quando comparado à reforma, a melhorias, à abertura de novos leitos, a compra de medicamentos e de suprimentos médicos, a contratação de material humano...

Uma matéria publicada nessa quarta-feira, 04de abril de 2012, pelo Correio da Paraíba mostra o quanto é preocupante a situação de saúde de nosso país, além do quanto será lesada a população com essas “falsas” promessas de melhorias na saúde!

Segundo o jornal, profissionais formados em outros países poderão ser dispensados da validação do diploma para poderem atuar como médicos em território nacional! Será que tal medida beneficiará a população e será a saída para nosso problema de saúde? Será que com a banalização da graduação das escolas médicas brasileiras, teremos mudança de qualidade assistencial em saúde? Diploma? Para que? Esse será o pensamento de muitos daqui a algum tempo! Para que não julguem como jogo de oposição, declaro-me como eleitor na última votação de nossa “ilustre” e, então, presidenta Dilma.

Para um governo, que diz protecionista e está encabeçando mudanças que refletirão diretamente na saúde de nosso povo, o aumento de IPI (como proteção aduaneira de impostos), só existe para proteger interesses bilionários de montadoras ou indústrias que exploram nossos pais com baixos salários e de LARGA MARGEM de lucros?! Tudo isso em cima de produtos de péssima qualidade e que de outro lado vemos produtos importados com superior qualidade e preços atraentes, sofrendo o embargo de impostos para perder a competitividade, porém tal assunto ficará para uma outra discussão...

Como dizia: Protecionismo só existe para proteção de cofres, o protecionismo a vida, a saúde, esse nãoexiste!! Protecionismo a dedicação, ao suor, ao intelecto, aos bons valores, pra que isso? Se num primeiro momento não trará dinheiro ou votos?!?

Como é esses administradores podem menosprezar tanto a formação de um profissional?Profissional, esse, que tanto estudou e se dedicou por um país que não o vê da mesma maneira? Essa realidade só pode existir num país no qual um professor – responsável pela formação e alicerce de TODA sociedade - recebe pouco mais que 800,00 R$ num país onde um policial – que arrisca sua vida e de sua família – recebe um salário BEM próximo do mínimo (e que, por isso, também, é muitas vezes abduzido pela criminalidade, a fim de prover melhores condições de vida a seus filhos), tal realidade, bem próxima da surreal, só existe num país, no qual, uma inversão preocupante de valores é uma realidade!

Nossa preocupação maior é produzir estádios (não que não goste de futebol,pois gosto e acredito no poder benéfico de atividades lúdicas) e gastar bilhões em construções que duraram pouco mais de um mês (tempo de duração de nossa copa)! Toda essa produção será devido a dinheiro desviado, investido em obras sem serventia no futuro e que poderia ser investido, para que AQUELE professor, ou AQUELE policial, ou AQUELE enfermeiro, AQUELE médico, AQUELE motorista e tantos outros “AQUELES” pudessem ter melhores condições de vida, dignidade e reconhecimento por seus esforços!

Quem irá regular a formação desses médicos graduados no exterior? Quais os requisitos e pontos que servirão como parâmetros para aceitarmos esses diplomas? Posso aconselhar o governo e sugerir a abertura de cursos técnicos em medicina, pelo correio, pela internet, por vídeos aula, vídeos conferência ou qualquer coisa do tipo – contanto, que seja rápida, simples e superficial -. Estamos brincando com o que é o BEM MAIOR - NOSSAS VIDAS! Nossa saúde, nosso bem-estar, nada suplanta a importância desse bem.

Estamos literalmente, “rasgando” os diplomas de médicos que se esforçaram muito para conseguir o tão sonhado canudo. Alguns países que não possuem NENHUMA ou pouquíssima estrutura, nem deformação, nem de atuação de médicos, aceitam, por força das condições impostas diplomas de médicos estrangeiros. Para que esses ajudem a consolidar e melhorara assistência a saúde desses países sofridos.

Porém esse não é nosso perfil, temos, SIM, médicos – e de ótima qualidade-, só precisamos oferecer condições para que possam trabalhar dignamente. Melhorar condições de infraestruturais e ofertas de salários e condições trabalhistas (carga horária, direitos, férias etc), para esses sejam ATRAÍDOS a trabalhar no interior do país... Todo país com integridade e que visa o crescimento protege seus graduados, seus “cérebros” – pois são esses os verdadeiros combustíveis de crescimento - e não banalizam suas formações, permitindo a entrada indiscriminalizada de diplomas de outros países com qualquer formação sem o menor controle! E a incompatibilidade de currículos? A carga horária? E tantos outros problemas que devem ser levados em conta no momento de avaliação de diploma, esses deixam de ser importantes?

O sentimento que me resta é de vergonha- apesar de viver num país de maravilhosas condições climáticas e territoriais, de um povo alegre e batalhador, um país com muito dinheiro e potencial de crescimento – somos, apesar de trabalhadores, manchados com o descaso, podridão e ganância de nossos governantes...

Espero de coração que nosso povo nãosofra com essa entrada indiscriminada de profissionais, que cuidaram da saúde de seus pais, de seus filhos e de sua própria saúde!
E o que fica é: Para que diploma? Para que tanto esforço para passar por seleções desumanas? Para que fazer medicina? Já que posso pagar um curso qualquer, num país qualquer e ainda fazer turismo?

Júlio Monteiro
(Aluno do 12º PERÍODO do Curso de MEDICINAda UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO)
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Júlio Monteiro

Veja abaixo a foto da matéria:

segunda-feira, 9 de abril de 2012

RESIDÊNCIA MÉDICA EM COLAPSO NOS HOSPITAIS PÚBLICOS

I. CISAM/UPE – reagudização de uma doença crônica

Anteontem, o CISAM/Maternidade da Encruzilhada sofreu interdição ética na sua UTI Neonatal. A UTI não pôde receber novos bebês, e os que se encontravam lá precisaram ser transferidos. Tratou-se de uma situação nova? Não. As denúncias mais recentes foram a gota d’água no caos anunciado e constatado há anos, piorado nos últimos seis meses.

Há problemas estruturais no bloco cirúrgico. O telhado e instalações elétricas há dois anos espera sua revisão pelo governo do estado, que tinha reconhecido os problemas e assumido a responsabilidade de resolvê-los.

Mas, qual a causa principal da reagudização?  Falta de profissionais e sobredemanda da rede assistencial. Alguém já imaginou uma SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA funcionar sem médicos? E uma UTI sem plantonistas, uma UCI sem evolucionistas? E não há falta só de médicos, também faltam enfermeiros, técnicos, e outros.

E por quê não tem pessoal? A direção do CISAM tem pedido pessoal há anos, porém a Secretaria de Ciência e Tecnologia do governo do Estado não realizou concurso público para recompor as escalas assistenciais desfalcadas. Nem para professores. Não só para o CISAM, mas também para o Hospital Universitário Oswaldo Cruz e o Procape (unidades hospitalares) e demais unidades de ensino da UPE. Atualmente, a Universidade de Pernambuco (UPE) tem grande déficit de pessoal, e dos atuais funcionários mais de 50% são improvisados (contratos precários temporários e terceirizados). Pergunta-se: como pode uma universidade funcionar com essa (anti)política de recursos humanos? Ao ponto de o curso de Medicina em Garanhuns começar a funcionar sem professores efetivos, usando tão-somente alguns contratados precariamente? Como se fosse um curso PP na Bolívia?

SOLUÇÂO: passa por uma ampla discussão do papel da Universidade e o compromisso do governo do estado com a mesma. A UPE precisa de autonomia plena. Ela própria não pode fazer concurso público para repor RH porque lhe falta autonomia orçamentária. Mas tem que ter ação. Chega de promessas e venda de esperanças.

Ações como essa da interdição ética são importantes, aliás, já chega atrasada. Mas, não resolve enquanto ação isolada, tem que ser uma dentro de um conjunto de outras que exponham à sociedade o problema e a faça partícipe da solução. Do contrário, fica como uma medida incompleta que pode acabar sacrificando os mesmos prejudicados de sempre: pacientes e profissionais. Aliás, já estão sofrendo – os pacientes sem a assistência, os médicos residentes e estudantes sem campo de aprendizado. Padece a assistência, o ensino e a pesquisa. Avoluma-se a ameaça de mais um programa de Residência Médica de referência na rede pública ser descredenciado.

ll. SOBREDEMANDA NAS MATERNIDADES

Porém, este estrangulamento não acontece só na maternidade do Cisam. A área materno-infantil registra rotineiro fechamento de plantões por superlotação em macas (leitos improvisados) nas salas de parto, pré-parto e corredores das maternidades públicas; crianças nascendo e permanecendo nos leitos onde as mulheres evacuaram e a higienização não pôde ser adequada. Outros bebês recém-nascidos dividem berços, apesar de todos os riscos de infecção hospitalar. Transformam-se em ambientes onde as regras científicas e sociais básicas não podem ser praticadas. Mais uma vez, sofrem pacientes e trabalhadores que, impotentes, só fazem registrar a superlotação, pedir à regulação o fechamento do plantão e muitas vezes obter a resposta de que não é possível, pois não tem para onde mandar as parturientes. Ficam os médicos desesperados por não poderem praticar a boa medicina que aprenderam. Parece um cenário de guerra. Evitável. Totalmente previsível e evitável. Que se repete no HBL, HAM, HC e outros. Não ampliam o número de leitos nem as condições de assistência.

Mas os governantes sabem, e não resolvem. Ao contrário, deixa-se agravar. Ficar o pior possível, que é para dizer: “está assim porque é público. A solução é privatizar”. Ou fazer mais contratos temporários, precários, mesmo existindo uma lista de aprovados em concurso aguardando serem chamados. Onde está o Ministério Público e a Justiça?

lll. RESIDÊNCIA MÉDICA AMEAÇADA DE EXTINÇÃO NOS HOSPITAIS PÚBLICOS DE PERNAMBUCO

Vários programas de Residência Médica de referência e relevância, em tradicionais hospitais públicos, estão sob ameaça de fechamento.

No Hospital Getúlio Vargas, os procedimentos de alta complexidade foram transferidos para o Hospital Português, privado. A promessa de alocar aparelhagem moderna no HGV, apesar de existir projeto e tudo o mais há vários anos, foi totalmente ignorada pela atual gestão da SES.

No Hospital da Restauração, a Residência de Cirurgia Vascular é esvaziada dentro da filosofia de ser o HR um “hospital de trauma”. Para onde vão as cirurgias arteriais e venosas, principalmente de alta complexidade (de maior remuneração)? São triadas, escolhidas, encaminhadas para o Imip. E a Neurocirurgia, serviço de excelência que formou profissionais para todo o Nordeste e até outras regiões do país? Está perdendo seus pacientes para outro hospital administrado pelo Imip, o Pelópidas da Silveira. Doentes e doenças são escolhidos para serem operados e tratados no hospital privatizado. E como ficam os Residentes da Neuro do HR? A ver navios. Com a sobra, por enquanto, pois a tendência, se não for interrompida, é os candidatos à residência prestarem concurso onde a secretaria de saúde está investindo e dizendo que é sua prioridade – o hospital privatizado. Os hospitais públicos tradicionais já não são a primeira opção dos candidatos a Residência Médica paga – paradoxalmente – pelo SUS.

No Procape, médicos plantonistas e outros, bem preparados e adiantados na curva de evolução profissional, são requisitados pelo Imip para compor os quadros daquela instituição privada, esvaziando ainda mais o já desfalcado serviço público. E chegam, contratados pelo Imip, outros profissionais, num tráfego/permuta aparentemente sem nexo. Só aparentemente. Uns vão para dentro do Imip receber a “filosofia imipiana”. Outros são mandados para dentro dos hospitais públicos sendo contratados nas condições do Imip.

O que assistimos é o desmonte do serviço público, seu usufruto pelo privado. Retrocesso nas conquistas sociais. Retorno ao período pré-constituição de 1988. Ao arrepio da lei. E poucos são os que ousam se posicionar – de verdade - contrários a essa incursão, ao “novo (velho) modelo”.

IV. E EM OUTROS SUBSETORES DA SAÚDE A PRIVATARIA AVANÇA SORRATEIRA

Mais denúncias: os laboratórios próprios dos hospitais públicos estão em processo de substituição por rede privada. E está em curso a transferência do abastecimento desses hospitais para outra empresa privada – onde os salários são mínimos, os trabalhadores são sobrecarregados e contratados por apadrinhamento. E que papel terá o profissional Farmacêutico? Ou não terá mais papel? É a privatização por fora em hospitais inteiros são entregues às organizações privadas, e por dentro em subsetores do funcionamento hospitalar. Avançando como um câncer que debilita e ameaça a vida do organismo público. Agora de maneira planejada, organizada e progressiva. Sob a conivência de muitos.


A Coordenação                                                                                        30.03.12/04.04.12


www.frentecontraprivatizacaope.com.br                   
Participe desta luta. Você não está sozinho. 
É o futuro que está em jogo.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Malvinas: Cuba apoia Argentina; Inglaterra envia destróier



Nesta quarta-feira (4), o parlamento cubano declarou sua solidariedade com a Argentina no caso da disputa que o país sul-americano trava com a Inglaterra pela soberania das Ilhas Malvinas e reiterou a “convicção de que seguramente elas são e seguirão sendo argentinas”. Neste mesmo dia, o destróier HMS Dauntless, um dos navios de guerra mais modernos do Reino Unido, zarpou do porto inglês de Portmouth rumo ao Atlântico Sul.


A Comissão de Relações Internacionais da Assembleia Nacional do Poder Popular de Cuba (parlamento) acrescentou que “adere” a Declaração da Mesa Diretora do Parlamento Latino-Americano que “ratifica” o respaldo ao “exercício irrestrito da soberania” argentina sobre as Ilhas Malvinas, as Ilhas Georgias do Sul e Sandwich do Sul e nos espaços marítimos circundantes.


Os cubanos chamaram os “parlamentos internacionais, regionais, federais e nacionais a se pronunciarem em favor do estímulo do processo de negociações que, em conformidade com os documentos da ONU, deve ser levado a cabo para culminar com a restituição à Argentina deste legítimo direito”. 

Na terça-feira (3) o governo da Venezuela manifestou sua solidariedade com o povo e governo argentinos. Um comunicado da chancelaria do país expressou o apoio incondicional ao povo argentino e governo de Cristina Kirchner pelo legítimo direito que têm sobre este conjunto de ilhas. E reitera que não permitirá uma nova agressão colonialista, tampouco aceitará a intimidação com medidas unilaterais que se encontram à margem da legalidade internacional. 

Destróier

O HMS Dauntless está equipado com um avançado sistema de navegação que o torna praticamente invisível aos radares. Ele substituirá o navio britânico HMS Montrose e levará aproximadamente um mês para chegar ao Atlântico Sul, deve fazer escala em alguns países do oeste e do sul da África antes de chegar às águas próximas das Malvinas, onde permanecerá seis meses, segundo informou o Ministério da Defesa britânico.

O desdobramento do destróier causou mal-estar no governo argentino, que disse que o Reino Unido militarizaria o Atlântico Sul e ontem voltou a acusar Londres de "colonialismo". Após o anúncio de que o destróier seria enviado à região, o governo argentino apresentou uma queixa formal perante a ONU para denunciar o que considera a militarização da área das Malvinas.

Já o Reino Unido insiste que o envio da embarcação não representa uma militarização do Atlântico Sul, mas uma operação de "rotina" que faz parte da contínua presença britânica na região.

Latuff: O que temos na Palestina é uma questão imperialista

Cerca de 500 pessoas compareceram no ato em solidariedade ao Dia da Terra Palestina, que ocorreu na Faculdade Cásper Líbero, na última sexta-feira (30). O evento teve a participação do Professor Doutor Paulo Daniel Farah e do cartunista Carlos Latuff, que expôs suas charges e debateu com os participantes sobre a situação dos palestinos. 


Na atividade, que faz parte do 3º Festival Sul Americano da Cultura Árabe, Latuff produziu charges ao vivo enquanto eram declamadas poesias árabes. Após esta intervenção, deu-se início a um debate sobre o tema.

O cartunista, que desenha sobre a Palestina desde 1999, contou para os participantes a experiência que teve no local e como usa do trabalho artístico para contribuir com a luta dos povos pela paz. “O que temos na Palestina e Israel é uma questão imperialista. Existe um lobby pró-Israel que tenta neutralizar qualquer tipo de discussão, de debate, de charges”, denunciou. 

Para ele a falta de informação trazida pelos meios de comunicação faz com as pessoas desconheçam a real situação vivida na Palestina. 

Guerra é negócio 

Ao ser questionado sobre o que poderia ser feito para a resolução do conflito, Latuff disse acreditar que Israel não está interessado num acordo de paz, pois lucra muito com a guerra. “O Estado de Israel, enquanto entidade política associada aos Estados Unidos, ganha muito mais vivendo esse clima constante de conflito”. Para ele é preciso que a situação se resolva com justiça “não dá para passar mais décadas esperando, assistindo as pessoas sendo mortas, retiradas de suas casas. É preciso dar um basta!”. 

O cartunista criticou a falta de solidariedade das pessoas e fez um apelo: “O direito ao retorno é fundamental, direito de voltar para a própria terra. A justiça é o caminho da paz. Existe uma construção feita cuidadosamente pelo Estado, as pessoas são doutrinadas a acreditar que o palestino é inimigo, terrorista é preciso que se comece a quebrar esses estereótipos”. 

Fórum Social Palestina Livre 

A respeito do Fórum Social Mundial Palestina Livre, que vai ocorrer em Porto Alegre em novembro deste ano, Latuff se mostrou otimista e afirmou que será uma boa oportunidade para definir metas e estratégias que contribuam com a causa. O professor doutor Paulo Daniel Farah, que foi o coordenador da mesa, acredita que há uma mobilização mundial forte em prol da solução pacífica para o conflito e apoio aos direitos dos palestinos a um Estado soberano. “Espero que o fórum consiga cumprir o objetivo de mostrar a importância deste debate, sempre no espírito da não violência e da cultura da paz”, disse. 

Solidariedade com os povos 

Para o secretário geral do Cebrapaz, Rubens Diniz, uma atividade como esta é uma forma inteligente e eficiente de desenvolver a solidariedade com povos em luta. “Necessitamos chegar às pessoas que não possuem informação sobre o tema, sobre as condições de vida do povo palestino, dos abusos que são cometidos pelas forças de Israel. É necessário falar do direito do povo palestino possuir seu Estado”, disse. 

O conselheiro do Cebrapaz, Igor Fuser, lembrou que durante a semana o músico britânico Roger Waters fez uma declaração de apoio à causa palestina e que o ex-integrante do Pink Floyd defende uma campanha de boicote a produtos israelenses. “É uma coisa concreta que nós brasileiros talvez possamos fazer de apoio ativo à causa palestina. Boicotar produtos que são feitos com base na opressão de um povo inteiro”, sugeriu.

Dia da Terra Palestina


O dia 30 de março é lembrado pelos palestinos como símbolo de luta pela libertação de sua pátria e seus direitos ao retorno às suas terras e propriedades. Esta data é marcante, pois, em 1976, o povo palestino sofreu uma repressão violenta por parte do Exército de Israel ao se manifestar contra a invasão em seus territórios. 

É o que explica o diretor da Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL), Emir Mourad, presente nas atividades. “Uma greve geral e passeatas foram organizadas nas cidades árabes de Israel - da Galileia ao Negev - em reação ao anúncio do plano do governo israelense de expropriação de uma área de 25.000 metros quadrados, na Galileia - por "razões de segurança e para construção de assentamentos". 

Além disso, uma área ainda maior, situada em três aldeias na área de Al-Mil, foi declarada zona militar fechada, visando a construção de nove assentamentos judaicos.” Durante as manifestações, seis palestinos foram mortos na área de Al Jahil, desde então é celebrado o dia da Terra Palestina. 

Este evento foi organizado pelo Cebrapaz, FEPAL, FEARAB, BIBLIASPA e o Comitê Estado da Palestina Já. Nos próximos meses, o Cebrapaz e a BIBLIASPA vão desenvolver um curso sobre a história Palestina para estudantes e interessados em geral. Outras informações no email: info@bibliaspa.org 



Fonte: Vermelho